Sustentabilidade

De acordo com os dados recentes divulgados pela Empresa de Planejamento Energético (EPE), de Projeção do Plano Decenal de Expansão 2029, a matriz energética brasileira irá incorporar, até 2029, aproximadamente 33 GW de energia renovável (eólica e solar). Essas fontes de energia são consideradas intermitentes e não despacháveis. Dessa forma, a fim de garantir a segurança do sistema energético brasileiro, a EPE sinaliza também que aproximadamente 23 GW de térmicas a gás natural serão adicionadas ao sistema até 2029. Essa fonte é considerada não-intermitente, despachável a qualquer momento e, portanto, confiável.

Projeção do Plano Decenal de Expansão 2029 (PDE 2029) – Empresa de Planejamento Energético (EPE):

 

Dessa forma, pode-se concluir que o gás natural exercerá um papel fundamental na transição para uma matriz energética mais limpa. Além de oferecer um custo mais competitivo aos consumidores finais, o gás natural possui a mais baixa emissão de gases do efeito estufa quando comparado a outros combustíveis como carvão, óleo e diesel. A geração por gás natural emite até duas vezes menos tCO2e/MW (toneladas de dióxido de carbono equivalente por megawatt) quando comparada a geração por outros combustíveis fósseis.

Nesse sentido, a Eneva promove e alavanca a transição energética brasileira por meio da exploração e produção de gás natural na Bacia do Parnaíba e na Bacia do Amazonas, possibilitando o aumento da capacidade de geração de energia térmica a gás do país, atendendo à crescente necessidade brasileira por fontes mais limpas e eficientes de energia térmica. Além disso, em todas as atividades, a Companhia busca atuar com eficiência, perseguindo as melhores práticas para reduzir as emissões em suas operações.

Como exemplo, pode-se destacar a vitória, em 2019, no 1º Leilão da Aneel para o Si stema Isolado, com o projeto UTE Jaguatirica II, de capacidade instalada de 132 MW, que entrará em operação no segundo semestre de 2021. A usina termelétrica da Eneva está sendo implantada no município de Boa Vista, Estado de Roraima, onde irá substituir uma parte importante da geração à óleo combustível, com previsão de redução de 32% nas emissões de CO2 (dióxido de carbono), 99% de NOx (representação genérica de óxidos de nitrogênio) e 38% no custo de geração do Estado. A usina irá consumir o gás natural extraído e produzido no Campo de Azulão, no Estado do Amazonas, que será transportado na forma liquefeita pela estrada que liga Manaus a Boa Vista

 

O efeito nas cidades produtoras de gás

A produção de hidrocarbonetos em bacias terrestres geralmente tem um efeito multiplicador de riquezas, dado que promove a interiorização da produção para além de grandes centros urbanos, levando desenvolvimento e renda para economias regionais.

No Estado do Maranhão, por exemplo, a a atividade de E&P na Bacia do Parnaíba incentivou o desenvolvimento de cursos e faculdades voltadas para óleo e gás, gerou empregos, arrecadação de impostos, atraiu e desenvolveu fornecedores locais, e mudou o perfil das cidades produtoras de gás natural.

Santo Antônio dos Lopes, a 300 Km de São Luís, foi a primeira cidade produtora de gás natural do Estado com o campo de Gavião Real, que iniciou produção comercial em 2012. Segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o PIB do município aumentou 1.1% de 2012 (R$ 149.341) a 2013 (R$ 1.805.443) e o PIB per capta subiu 2,2,% de 2010 (R$ 5.093,52) a 2017 (R$ 113.447,66), passando da posição 36º para 2ª do PIB do Maranhão. O Valor Adicionado Bruto da Indústria cresceu 2.3% de 2010 a 2015, para R$ 663,1 milhões.

A cidade de Lima Campos, onde fica localizado o campo de Gavião Branco, também fez movimento semelhante. Após a construção da infraestrutura de gasodutos e estação de produção do campo, o PIB municipal aumentou quase 300%, de R$ 39,3 milhões, em 2010, para R$ 156,3 milhões, em 2015. O Valor Adicionado Bruto da Indústria cresceu 16,5% no mesmo período, atingindo R$ 50,9 milhões.

A Eneva também conduz projetos de responsabilidade social e contribui para o desenvolvimento sustentável nos Estados em que atua. No Maranhão, foi responsável pela construção da Escola Digna de Santa Filomena do Maranhão, a primeira do município, com capacidade para 300 estudantes; pela condução de 82 projetos de educação ambiental; e pelo reassentamento de 160 famílias. Comprometida com o desenvolvimento sustentável local, a Eneva seguiu as diretrizes de reassentamento do Banco Mundial neste projeto e, em 2009, o programa Vila Nova Canaã foi vencedor do Prêmio Eco na categoria Sustentabilidade em Novos Negócios e, atualmente, apresenta índices significativos na melhoria da qualidade de vida da comunidade local.

A Companhia conduz também um programa de educação musical, em conjunto com a Orquestra Sinfônica Brasileira (OSB), e de educação para a primeira infância (de zero a cinco anos), nos cinco municípios produtores de gás natural no Maranhão.

Projetos Sociais

A Eneva busca contribuir para o desenvolvimento econômico e social local onde possui operação, se preocupando sempre em manter o diálogo constante com as comunidades. O desenvolvimento sustentável é o caminho para assegurar o crescimento econômico com impactos reduzidos sobre gerações futuras.

  • + de 10 mil crianças envolvidas em atividades educativas
  • + de 6 milhões investidos nos estados do Maranhão e Ceará
  • + de 10 hortas escolares construídas
Crianças Saudáveis, Futuro Saudável
  • 95 famílias reassentadas
  • R$ 16 milhões em investimentos
  • + 8 tonelas de alimentos já produzidos pelo Polo Agrícola HortCanaã
Vila Residencial Nova Canaã
  • 346 agentes de saúde capacitados
  • + de 20 mil famílias atendidas pelos agentes capacitados
Programa de Educação Ambiental
  • 60 hectares de terra para produção agrícola
  • Infraestrutura com estufas, escritórios, quiosques e etc
Polo Agrícola Hortcannã
  • 65 famílias reassentadas
  • R$ 50 milhões investidos no projeto
Nova Demanda

Investimento Sustentável em P&D

Valorização comercial das cinzas remanescentes da geração de carvão: Conversão de Sulfito em Sulfato.

Investimento: R$ 1,56 milhões

Utilização das cinzas remanescentes da geração a carvão em construção civil, pavimentação e aplicações geotécnicas e ambientais.

Investimento: R$ 2,45 milhões

Simulação, controle e otimização da produção de água e efluentes.

Investimento: R$ 1,41 milhões

Processo de dessulfuração de gases exaustores na geração a carvão: Diagnóstico e otimização da unida de FGD semi-seco em usinas termoelétricas a carvão.

Investimento: R$ 2,73 milhões

Estudo de atmosferas agressivas em usinas termoelétricas a carvão com FGD SEMI-SECO: desenvolvimento de metodologia de diagnóstico e proteção anticorrosiva.

Investimento: R$ 1,99 milhões

Aplicação prática das cinzas de carvão mineral na pavimentação.

Investimento: R$ 5,49 milhões

Captura de CO2 pós-combustão de carvão mineral - síntese de zeólitas e testes em planta-piloto.

Investimento: R$ 4,49 milhões

Desenvolvimento de um modelo operacional para simulação em tempo real de dispersão atmosférica de poluentes emitidos por termelétrica a gás natural.

Investimento: R$ 4,35 milhões